UP - Altas Aventuras

Carl é um garoto que sonha em viver grandes aventuras. Quando conhece Ellie, uma menina com sonhos tão loucos quanto os dele, a amizade é imediata. Os anos passam, a amizade vira amor, vem o casamento e, sem querer, o sonho de viver no misterioso e inexplorado Paraíso das Cachoeiras é deixado de lado.
Mas, quando Ellie morre e Carl se vê sozinho e atolado em problemas, ele decide que é hora de dar uma chance a esse sonho. O velhinho tira sua casa do chão com a ajuda de milhões de balões cheios de gás hélio e se põe no ar, flutuando sobre as cidades, em busca do sonho que dividira com a esposa.
Com a ajuda de Russel, um pequeno escoteiro que está determinado a ajudar Carl em qualquer coisa só pra ganhar mais uma medalha e se tornar um grande explorador, Carl passa por uma enorme tempestade e vai parar na América do Sul, onde sempre sonhou, em pleno Paraíso das Cachoeiras - só que do lado errado. Os dois começam a aventura para levar a casa de Carl ao lado certo da montanha e, pelo caminho, vão encontrar de tudo - desde cachorros falantes até um velho herói da infância de Carl que todos acreditavam estar morto.
Up é uma produção da Disney - Pixar, e, como praticamente todas as animações do estúdio, é simplesmente fantástico. Não só visualmente bonito, Up conta também com uma trilha sonora super legal, uma história emocionante, engraçada e envolvente, personagens riquíssimos e momentos marcantes em vários sentidos. Uma animação que vale a pena ser vista e revista, com toda certeza!

Até mais, gente :)
Beijinhos,
Larissa

Os Sete


Quando os amigos Tiago, Cesar e Olavo encontraram uma antiga embarcação afundada no mar da cidadezinha litorânea de Amarração, no Rio Grande do Sul, pensavam apenas no dinheiro que uma coisa tão antiga poderia render. O departamento de história de uma faculdade foi chamado, e a relíquia logo se tornou a menina dos olhos de estudiosos.
Mas, ao tirar da caravela uma caixa de prata contendo sete corpos deteriorados e aparentemente humanos, todos deviam ter dado mais atenção ao aviso que vinha no tampo da caixa. Um pequeno acidente, um corte na mão de Eliana e um filete de sangue foi a única coisa necessária para dar início a um espetáculo bizarro, que traria de volta à vida demônios encarcerados por séculos. Bem diante dos seus olhos, todos vêem um dos cadáveres se recompor e ressucitar. No exato momento em que o cadáver se levanta, pega um dos corpos e sai, congelando tudo à sua volta e fazendo nevar em pleno verão, é quando eles percebem que a situação está fora do seu controle.
Inverno, o primeiro vampiro a acordar, trata logo de esconder um dos seus irmãos - Sétimo, o maldito, e de acordar os demais. Os vampiros portugueses trazem consigo o terror, e, uma vez que todos estão novamente despertos, o exército e todas as suas armas não será suficiente para pará-los.
Os Sete é um livro com vampiros tradicionais: avessos a alho, luz do sol, e sem sentimentos. André Vianco certamente sabe como construir um suspense e trazer ao livro aquela expectativa que só a ação pode trazer, mas tenho que admitir que não é tudo o que eu esperava. A narrativa é bastante cansativa, com parágrafos longos e desnecessários, intermináveis. É preciso paciência para chegar até um desfecho que surpreende e tira o fôlego. Só espero que o próximo livro, Sétimo, seja melhor e mais fácil de ler.

Até mais, gente :)
Um beijo,
Larissa

Shrek Para Sempre

O ogro mais adorado do cinema, Shrek, tem a vida aparentemente perfeita ao lado da esposa Fiona e seus três lindos ogrinhos, além dos fiéis amigos Burro e Gato de Botas. Mas a perfeição da vida tranquila dessa família passa a não ser o suficiente para Shrek, e ele começa a sentir falta daqueles bons e velhos tempos quando todos temiam a sua presença.
É então que ele explode e comete o pior erro da sua vida: Assina um contrato com Rumpelstiltskin (duro é falar esse nome) em troca de um dia como um "ogro de verdade" - e em troca, dá ao nanico um dia qualquer de sua vida. Claro que era uma gigante tramóia. E claro que Shrek vai descobrir isso da pior maneira possível.
Neste "mundo paralelo" onde Shrek vai parar, Rumpelstiltskin é o rei de Tão Tão Distante, que virou uma terra horrorosa de pobreza e desturição, os ogros são caçados e presos por bruxas e tudo está diferente. Shrek vai parar numa espécie de refúgio dos ogros, onde encontra Fiona, agora uma guerreira, que não faz a menor idéia de quem ele é. Seu melhor amigo, o Burro, não o conhece, e o Gato de Botas virou uma bola gorda de pêlos alaranjados.
Há apenas uma saída pro problema: ou Shrek dá um beijo de amor verdadeiro em Fiona até o fim do dia, ou ele desaparece para sempre. Na sua luta por recuperar o amor de Fiona, Shrek percebe que havia aberto mão da coisa mais importante que já tivera: uma família. E que talvez seja tarde demais pra resgatar tudo isso.
Shrek Para Smpre é um desfecho brilhante à série animada de maior sucesso dos estúdios DreamWorks. Junta tudo que gostamos mais de Shrek numa aventura maravilhosa que fecha com chave de ouro esse sucesso verde do cinema. Simplesmente ADOREI.

Até mais!
Um Beijo,
Larissa

A Última Música

No filme adaptado do lindo romance de Nicholas Sparks, a jovem Ronnie (cujo nome, na verdade, é Veronica) é obrigada a passar as férias na casa do pai junto com o irmão Jonah. Ela é revoltada com o mundo, e logo de cara já se percebe que a relação entre pai e filha não é apenas difícil: é impossível.
As coisas começam a mudar quando ela conhece Will, um cara lindo, fofo e super legal que vai, aos poucos, conquistando-a. O comportamento de Ronnie em basicamente todos os sentidos é afetado pela sua convivência com Will, que é exatamente o tipo de cara perfeito escondido sob uma superfície que ela odeia. Seria a perfeita história de amor de verão que se eterniza, não fosse o fato de que Ronnie descobre que o motivo real de ela estar na cidade é outro. E, mais uma vez, ela vê seu mundo desmoronar.
O filme seria decididamente perfeito, não fosse o fato de que Miley Cyrus no papel de Ronnie não convence muito quanto à garota revoltada. Se eu esperava apenas uma história de amor quando comecei a assistir, isso mudou drasticamente ao final do filme, quando o desfecho me levou às lágrimas e o tema central da trama foi, enfim, revelado. Apesar dos momentos em que eu tive vontade de bater na cara da Miley, A ÚLtima Música é um filme lindo, engraçado, emocionante. Mal posso esperar agora pra ler a obra original :)

Até loguinho, pessoas!
Um beijo,
Larissa

Inimigos Públicos

Na década de 30, Johnny Dillinger é o inimigo público número 1. Com um talento único para organizar grandes assaltos a banco e transitar por ondequeira sem ser pego, Dillinger era o rei dos ladrões e o alvo inatingível das forças policiais.
Logo de cara, já se percebe que Dillinger não é um assaltante qualquer. Frio, calculista e minimalista em todos os seus crimes, Dillinger não rouba cidadãos comuns - apenas instituições públicas. A fidelidade e o companheirismo entre ele e seus comparsas e o jeito despreocupado de agir de Dillinger o tornam um tipo único de criminoso, fazendo com que todos os espectadores torçam por ele ao invés de torcer pela justiça.
É bem complicado fazer uma review sobre a história de Inimigos Públicos pelo simples fato de que não tem exatamente uma história. Apesar de ter começo, meio e fim, o filme não nos apresenta uma introdução, um desenvolvimento de algum problema nem nada do tipo. Inimigos Públicos nos mostra uma parcela da vida de um famoso assaltante americano e das tentativas policiais de prendê-lo, mergulhando o espectador em planos brilhantes, perseguições e tiroteios em plena década de 30.
Contando com atuações maravilhosas, principalmente por parte dos principais Johnny Depp e Christian Bale, Inimigos Públicos é um filme tenso, divertido e delicioso de assistir. Não muito recomendado pra quem não gosta de filmes onde há um tiroteio a cada meia hora.

Até mais, pessoinhas!
Um beijo,
Larissa

Desejo e Reparação

Briony viu uma coisa. Ela acha que entende, mas, na verdade, sua mente fértil de escritora, mesclado aos olhos ingênuos de uma garota de 13 anos, interpretaram errado toda uma seqüência de ações que viriam a implicar num drama tão grande que afetaria vidas para sempre.
Tudo começa quando ela vê sua irmã Cecilia se despindo na frente de Robbie, um antigo amigo da família, e entrando na fonte. Ela fica assustada, e é o primeiro passo para toda uma teia de interpretações erradas. Robbie e Cecília, são, na verdade, um casal em conflito com os próprios sentimentos. Mas Briony não sabe disso.
O irmão de Briony, Leon, chega da cidade com seu amigo Paul e convida Robbie para juntar-se a eles no jantar aquela noite. Robbie vai para casa e, após várias tentativas de escrever uma carta de desculpas para Cecilia, escreve duas: uma educada e correta, e uma maldosa e maliciosa. Sem querer, ele pede que Briony entregue a Cecilia a carta errada. A garota lê, e se assusta, criando teorias mirabolantes em sua mente.
É exatamente naquela noite que tudo vai abaixo. Robbie chega mais cedo para conversar com Cecilia, e os dois acabam na biblioteca, aos amassos, onde Briony os flagra - e, novamente, entende tudo errado. Quando, após o jantar, dois garotos que estavam hospedados na casa fogem e, ao procurá-los, Briony se depara com a irmã dos mesmos garotos sendo estuprada, junta as peças à sua maneira e declara a todos que viu o estuprador: Robbie.
Como resultado, Robbie vai preso, e, anos depois, vai servir o exército na Segunda Guerra Mundial. As conseqüências dos atos de Briony tem pesos diferentes na vida de cada um dos envolvidos, e acompanhamos tudo esperando que, pelo menos, possa haver para eles um final feliz.
Desejo e Reparação é um drama lindamente adaptado a partir da obra literária de Ian McEwan. Um romance lindo e gostoso de ver, que me lembrou muito de Orgulho e Preconceito - provavelmente por serem dirigidos pelo mesmo cara. Enfim, assistam! É simplesmente maravilhoso!

Até mais, pessoas :)
Beijinhos,
Larissa

Fúria de Titãs

Quando um pobre pescador encontra no mar uma "caixa" com uma mulher morta e seu bebê, ainda vivo, ele nõ fazia idéia de quem estaria prestes a adotar. Ele cria o pequeno Perseu como sendo seu próprio filho, e ele cresce sabendo da verdade, mas sem jamais imaginar de onde veio.
Já adulto, Perseu vê os homens se revoltando contra os deuses, e sem querer sua família também é punida quando Hades se volta contra os homens. Ele jura vingança, e acaba se juntando ao exército da cidade de Argos. Lá, ele descobre que é um semideus, filho nada menos do que do próprio Zeus. Ele decide virar as costas à sua própria "família" e jura matar o monstro que os deuses planejam soltar contra a humanidade e, especialmente, matar Hades, que destruiu sua família.
Fúria de Tiãs é a regravação de um clássico antigo do cinema que nos leva a uma história épica da Grécia antiga, quando deuses e homens estão em confronto. É inevitável assistir sem viajar na história, no mito; mas, assim como um monte de gente, eu esperava mais.
Claro, visualmente, o filme é maravilhoso. Efeitos brilhantes, batalhas sanguinárias, um filme cheio de ação do início até o fim. Porém, nada disso compensa o fato de que a históri é realmente muito fraca. Não fossem todos os momentos de ação, Fúria de Titãs seria um filme extremamente monótono, que não prende a atenção, e que definitivamente não se assiste mais de uma vez.

Fico por aqui.
Até mais!
Larissa

Entrevista com Enderson Rafael

Demorou um pouquinho, mas enfim aqui está a rápida entrevista com o fofíssimo Enderson Rafael, autor deTodas as Estrelas do Céu. Confira!

1. Bom, minha primeira pergunta é meio óbvia: quando e como surgiu a idéia para Todas as Estrelas do Céu?

Eu tinha muita vontade de escrever um romance nos últimos anos do colégio que transmitisse toda aquela aura adolescente que eu, de certa forma, já imaginava que o tempo e a maturidade me tirariam. Quando estava terminando o último ano do colégio, tentei escrever um, mas a história não me convenceu. No ano seguinte, me ocorreu a intrigante pergunta que é o gancho do livro: se eu tivesse uma irmã adotiva que fosse tudo que eu buscasse em uma menina, o que me impediria de me apaixonar? Foi assim que surgiu o "Todas as estrelas do céu", em 1999.

2. E por que o título "Todas as Estrelas do Céu"?

O romance de Carol e Lê não tinha título, era um arquivo de word chamado "livro.doc" ou algo assim. Até que num dos primeiros capítulos, Carol, que é poetisa, escreve o poema "Todas as estrelas do céu" para o Leandro. Foi ali, quando o livro já estava sendo escrito há algumas semanas, que o título surgiu.

3. Tenho que perguntar: foi você quem escreveu as poesias da Carol? Porque elas são incríveis!

Foi, ué! Embora hoje em dia eu não me sinta mais capaz de fazê-lo, naquela época foi. Acho que todos começamos escrevendo poesia, não é?! E foi a primeira vez que escrevi um texto me fazendo de outra pessoa, um exercício fascinante. No ano seguinte, compus várias letras pra banda da qual eu era vocalista, "Os Provisórios", mas desde então, desaprendi a escrever poesia.

4. O livro tem um fim um tanto surpreendente. Essa era a idéia desde o princípio?

Um dos erros daquele livro que tentei escrever antes do "Todas" foi justo eu não saber como terminaria. E o grande acerto do "Todas as estrelas do céu" foi eu saber desde a primeira linha como seria o final. Não sabia todos os detalhes, mas tinha uma ideia bem boa de como resolver de maneira verossímil o problema proposto no livro. De lá pra cá, sempre escrevo assim. Começo um livro sabendo como terminará. Na parte do meio, o livro se escreve quase sozinho.

5. Como tem sido o retorno dos leitores? E pra onde o livro tem te levado ultimamente? (porque no seu twitter você já foi até o Acre!!)

Bom, sou comissário de voo, então, como tripulante, não só o Acre, mas visito dezenas de lugares todo mês, dentre cerca de sessenta possíveis para os quais a minha empresa voa. O lugar que menos vou é minha casa em São Paulo. Na casa de meus pais mesmo, se consigo ir uma vez ao mês é muito. Mas fora estas viagens trabalhando ou para visitar a família, tenho feito sim algumas para lançar o "Todas as estrelas do céu". Em junho, tivemos lançamentos no Rio de Janeiro e em Joinville. Em julho, estamos fechando a data para Florianópolis, e em agosto, temos o encontro Novas Letras em São Paulo, além da Bienal. A agenda do "Todas" ainda tem lugar para mais eventos, e não descarto BH e Brasília num futuro próximo! O retorno dos leitores tem sido simplesmente maravilhoso. Tenho leitores de 12 a 78 anos, que me escrevem dizendo que amaram o livro. Os leitores são minha razão de escrever, e continuarei escrevendo pra eles, sem nunca os enrolar e sempre cuidando para garantir finais surpreendentes!

6. O que você gosta de ler, e como isso te influencia na hora de escrever?

Embora ame escrever romances, não são estes meus livros preferidos enquanto leitor. Gosto mais de não-ficção. Amyr Klink, Carl Sagan, coisa assim. Mas isso não me impede de ser um grande fã de Saramago e Chico Buarque. Leio muito também nossos autores nacionais, todos competentíssimos e altamente recomendáveis, meus colegas nesta eterna luta pela valorização da literatura brasileira. Recentemente, li Paula Pimenta, Leila Rego, Fernanda França, e já estou começando a ler Kamila Denlescki e Roberta Polito. Jim Anotsu, Janda Montenegro e Tammy Luciano também estão na fila.

7. Algum futuro projeto?

Sempre! Estou revisando meu próximo romance, "Três Céus" e escrevendo o romance seguinte, minha estreia num livro escrito em primeira pessoa. O "Três Céus", que conta três grandes histórias de amor vividas dentro da aviação, também tem um final de tirar o fôlego, tem o dobro do tamanho da história de Carol e Lê e depende, claro, do sucesso do "Todas as estrelas do céu" para ser publicado. Mas a editora está bastante animada com a ideia. Tudo depende, como eu disse, das vendas do "Todas".

8. Ser escritor foi sempre um desejo seu, ou simplesmente aconteceu?

Sempre, não digo, mas desde uns 12, 13 anos, a ideia foi se desenhando na minha cabeça. Mas nunca pensei em parar tudo e ir viver disso, pois sempre fui muito centrado e sabia que a possibilidade de dar certo era pequena. Fiz faculdade, fui redator publicitário, hoje trabalho como comissário, e não sei se um dia poderei ser "só" escritor. Pelo perfil da profissão, a ideia me agrada muitíssimo. Mas cada vez que penso em quantos livros eu preciso vender pra pagar um almoço que seja, percebo o quão longe estou desta doce realidade.

9. Qual a diferença do Enderson de hoje pro que escreveu Todas as Estrelas do Céu aos 18 anos? Se fosse escrever o livro agora, acha que ele seria diferente do que é?

A diferença é total. O "Todas" é um retrato do Ende de 19 anos. Estava namorando firme pela primeira vez, vivendo de mesada, morando com meus pais, fazendo cursinho pré-vestibular. Outra vida, outra cabeça. O "Todas as estrelas do céu" tem esse mérito, ele só poderia ser escrito naquela época, e pra nossa sorte, o foi. Mesmo o "Três Céus", escrito entre 2007 e 2009, já está, por assim dizer, desatualizado. Vivi muitas coisas marcantes em todos estes anos, e cada uma delas vai deixando suas impressões na minha escrita, que somadas ao meu próprio jeito de escrever que vou aperfeiçoando com a prática e à minha experiência, faz de cada livro que escrevo algo único, melhor que o anterior, e perfeito, ao seu modo, pra mim, mas perfeito.

10. Só pra terminar, os nomes dos capítulos são todos de estrelas e constelações. Há alguma relação entre os nomes e os acontecimentos de cada capítulo?

Não, não há. Escolhi as estrelas mais importantes do céu em ordem alfabética. Alfa Centauri está fora da ordem pois foi colocada depois, pra quebrar um capítulo longo demais. Dentre elas, muitas são interessantíssimas. Antares é o coração de Escorpião. Betelgeuse é a provável próxima supernova, Alfa Centauri é a estrela mais próxima da Terra, a apenas pouco mais de 4 anos-luz daqui, e onde fica a fictícia Pandora de "Avatar". Todas as estrelas do céu são especiais, não são?!


Até a próxima, povo.
Beijão,
Larissa

Especial Eclipse

O terceiro filme adaptado da da saga mais aclamada da década - perdendo talvez apenas para Harry Potter - finalmente chegou aos cinemas. A espera após o lançamento de Lua Nova pode até não ter sido muito longa, mas pros fãs, uma eternidade parece ter se passado desde o dia 20 de novembro do ano passado. Motivo pelo qual os cinemas de todo o país lotaram nesta quarta-feira, dia 30, com fãs loucos para ver a mais nova adaptação cinematográfica dos livros de Stephenie Meyer.
Eu não escondo ser uma fã incondicional da saga Crepúsculo. E, quando se trata dos filmes, viro uma daquelas menininhas irritantes que suspiram e gritam quando os atores/personagens aparecem na tela. Mas minha cobrança para com as adptações têm sido maior a partir do momento em que roteiristas e diretores pareceram se unir para distruir meus livros favoritos - tipo O Ladrão de Raios, que teve um filme fantástico, mas completamente mal adaptado. Por isso, eu estava completamente receosa com relação a Eclipse, principalmente por ser meu livro preferido, tanto da saga em si quanto entre outros livros em geral.
Se você está pensando em não assistir o filme por medo de que seja mal adaptado, então esqueça essa neura. Tos três filmes, Eclipse é de longe o mais fiel. E o melhor. Então, vou dividir minhas opiniões em tópicos :P

A Adaptação

Nas duas adaptações anteriores, muita coisa foi perdida. É claro, detalhes que pros leitores são importantes tornam-se pequenos nas perspectivas dos diretores, e adaptações nunca serão a mesma coisa que o livro. Mesmo assim, algumas coisas que faziam a diferença simplesmente não apareceram nos filmes de Crepúsculo e Lua Nova.
Em Eclipse, isso é bem diferente. Poucos detalhes e poucas cenas do livro são deixadas para trás. Detalhes como a cor da blusa de Bella que é roubada pelos recém-nascidos e pequenas frases específicas de cada personagem em momentos simples são lembrados a todo momento. Do mesmo modo, grandes diálogos importantíssimos do livro são reproduzidos com fidelidade, e as cenas mais legais não são esquecidas - na minha opinião, a mais foda de todas, da conversa entre Jacob e Edward na cabana, não poderia faltar, e fiquei super feliz de vê-la no filme.
Porém, algumas coisas são, sim, deixadas para trás. Tipo o fato de que os lobisomens continuam aparecendo magicamente vestidos após voltarem à forma humana - mesmo tendo explodindo suas roupas duas cenas antes - e aquela história de Jake deixar o cabelo crescer porque Bella gosta mais desse jeito são detalhes pros quais ninguém ligou muito. Também a minha frase favorita do livro, e essencial pra mim no conjunto todo, não é citada: Das nuvens eu posso cuidar, mas não posso lutar contra um eclipse. Eu fiquei uma cena inteira esperando pra ouvir isso, e nada.
Ah, e claro, nada do desfecho doloroso de Jacob recebendo o convite de casamento. A cena que define toda a situação de Amanhecer simplesmente não aparece no filme - um desfecho que simplesmente não poderia ser cortado, uma cena simples e essencial, não um mero detalhe. Falha da roteirista?

Cenas Adicionais

Como nos outros dois filmes, muitas coisas foram adicionadas, perspectivas que não existiam no livro, por ser narrado unicamente do ponto de vista de Bella. Algumas foram sim muito bem vindas: foi super legal ver Riley lidando e controlando os recém-nascidos, por exemplo, uma cena muito bem dirigida e que adiciona tensão ao filme. Outra muito legal é a declaração de amor de Bella a Edward no fim do filme, uma cena não existente no papel, mas que se encaixou muito bem ao filme, nos levando ao bom e velho romantismo Twilight - só que invertido, pois, ao invés de Edward e suas palavras lindas, temos Bella tentando se expressar para ele.
Outras foram simplesmente desnecessárias. Num dado momento, vemos Jane e outros três Volturi observando Riley e os recém-nascidos e batendo um papinho ridículo sobre como deveriam agir. Não apenas isso não tem nada a ver com a real situação do desenrolar da história, como a cena em si é totalmente descartável e um pouco mal interpretada. Graças a Deus, foram poucas cenas adicionadas à história :P

Os Efeitos

A cada filme, dá pra ver que os efeitos estão realmente evoluindo. Na realidade, se repara mais nisso quando vemos Edward no sol - quem não se lembra daquele glitter horroroso do primeiro filme e dos sininhos ao fundo toda vez que ele brilhava?
Em Eclipse ficou provado que os U$65 milhões gastos pela produção do filme foram bem aplicados. Começando pelo clássico brilho na pele dos vampiros, que está melhor e menos exagerado, contando até com um detalhe super interessante: o reflexo do brilho na pele da Bella, como um diamante de verdade faz ao ser exposto ao sol - quase como Stephenie nos fez imaginar. Os lobos também estão melhorados e mais reais.
O único efeito que realmente me incomodou foi o da pele dos vampiros. Não a pele em si, mas, na cena da grande batalha contra os recém-nascidos, cada vez que se arrancava um braço ou uma cabeça... barulho mde vidro quebrando. E a pele parecia uma mistura de vidro com diamante ou sei lá depois de quebrada. Muito bizarro. Eu, particularmente, não gostei.

Melhores Cenas

Ok, então, de acordo com as minhas próprias preferências, fiz um Top 10 de melhores cenas do filme haha. Difícil escolher. Mas vamos lá.

1) A cena da cabana, onde Edward e Jacob tem sua conversa franca - bem adaptada, divertida, essencial.
2) O beijo de Jake e Bella. Quase surtei. E devo ter sido a única, numa sala cheia de Teams Edward.
3) A declaração de amor do Jake. Foi a coisa mais incrivelmente fofa ever, sem contar o beijo roubado e o soco que a Bella tenta dar nele no final, que foram muito engraçados.
4) Bella declarando que ela é a Suíça. A Kristen fez isso do melhor jeito possível.
5) Edward deixando Bella para passar o dia com Jake - a competição entre os dois fica exposta ao extremo, e nada é melhor que Jake dizendo "hello, beautiful" pra Bella.
6) A conversa sobre sexo entre Bella e Charlie não poderia ter sido melhor interpretada. Billy Burke com certeza dá um show.
7) O discurso de Jessica na formatura foi simplesmente perfeito - life changing, como ela mesma classificou.
8) A primeira cena que mostra Riley como vampiro - simplesmente porque ele está MUITO gato.
9) O treinamento de vampiros e lobos para enfrentar os recém-nascidos: muita ação, e um Emmet mais bonito do que nunca.
10) As cenas que nos levam à história de Rosalie, por serem bem encenadas e pelo figurino de época super bonito que ela usa.

Bom, acho que não tenho muito mais a comentar sobre o filme.
E vocês, já viram? O que acharam? Quero ler as opiniões, hein? ;)

Beijão,
Larissa
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